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Primeiro post de mais um blog.

Blog é uma coisa tão 2003, e eu me pergunto às vezes porque eu continuo nesse formato, se apareceram tantas modinhas legais na internet depois disso. O Fotolog, o Orkut, o Twitter, o Facebook, MySpace.

Eu saí do Irc para o MSN, e recentemente, tenho usado muito mais o GTalk, incorporado maravilhosamente ao meu Gmail.

No IRC, nasceu o nickname, Menin@-Prodígio. Eu tinha só 16 anos. Depois, eu fiz um blog (em 2003, diga-se), e virei Menina Prodígio.  E no blog eu me achei.

No blog eu podia escrever textos longos. Eu podia receber comentários.

No blog, eu lia textos escritos por outras pesssoas. E eu, menina que sempre gostei de ler mas nunca tive acesso a tantos livros quanto eu gostaria, de repente vi aberto pra mim todo um mundo de gente interessante, escrevendo sobre suas idéias interessantes, em um tempo que se escrevia ideia com acento. Não faz tanto tempo assim.

E eu adoro blogs. Adoro a possibilidade de NÃO ESTAR ON-LINE pra interagir com aquela pessoa, adoro o estímulo à leitura e ao compartilhamento, e a liberdade que não se tem, por exemplo, em um fórum, onde os assuntos precisam ser separados e organizados em tópicos diferentes.

Nunca me acostumei com o Orkut, aquela falta absoluta de privacidade, aquela profusão de vírus, aquela sensação infinita de vazio.  Até gosto do Twitter, mas eu continuo gostando de textos longos.

Então, mais um blog. Eu já tenho dois – o meu blog pessoal, o Cintaliga, e o blog de experiências com literatura picante, o Morango com Gengibre.  (Links depois. Juro.) Não dou conta de nenhum. 🙂

E qual a razão do título grosseiro?  Tem uma história. Além de internauta, eu tenho vida real. E na minha vida real, eu adoro arte. Não sou culta, não entendo muito das teorias, mas sou apreciadora. E sou apaixonada por teatro e interpretação.

Há uma história entre os atores que diz que, antigamente – sabe-se lá quando era esse antigamente. Provavelmente, na época do Shakespeare -, quando um espetáculo de teatro fazia sucesso, ele era assistido pelos ricos. E os ricos andavam a cavalo ou de coche. E uma grande quantidade de cavalos permanecendo algum tempo parados em algum lugar ocasiona um grande acúmulo …de cocô de cavalo.As portas dos teatros ficavam cheias de merda em dias de espetáculo.

Então, desejar merda para um ator significava desejar um espetáculo com a casa cheia de gente influente. Por isso, os atores não costumam se desejar “boa sorte”, mas sim “Merda!”

Então, queridos leitores, merda pra mim, merda pra vocês.  Com tudo de irreverente, interessante, livre, belo e lúdico que a arte tem.  A porta do Camarim fica aberta, pra que todo mundo possa chegar e se enturmar.

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