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Em vários lugares e diversas fontes que para minha vergonha acadêmica não sei como citar, consta a informação de que folhas verde-escuras são nutritivas. Aliás, que são indispensáveis na alimentação, que fornecem equilíbrio de vitaminas, minerais, baixa caloria, fibra, essas coisas.

Eu gosto de me alimentar bem. E me interesso em vida saudável. Mas as folhas sempre foram meu ponto fraco.

Alface é ódio em forma de clorofila. Sério. Odeio. Não tem nutrientes que valham a pena, murcha em dois dias, é amarga, não pega tempero, não dá pra assar nem jogar na sopa pra comer sem perceber que está comendo. Odeio MUITO. Odeio “coloque as coisas deliciosas em um leito de alface”, odeio alface enfeitando a bordinha da travessa (VAI TUDO PRO LIXO, sejamos francos!). Tentei regional, americana, roxa, crespa, hidropônica, não adianta, é só aborrecimento.

Agrião tem gosto de grama. Rúcula tem gosto de capim. Acelga tem gosto de depressão. Nos Estados Unidos eu gostava de kale, mas. Onde encontrar em Manaus?

Para mim, só se salvam espinafre (que vai bem em salada crua, quiche, torta, suflê, posso comprar congelado e guardar semanas a fio, combina com peixe e frango) e couve (crocante, sabor suave, fica maravilhosa no suco de melão com couve).

Analisando as últimas semanas, detectei que precisava da ajuda das folhas verdes para o meu corpo. E começou a aflição de ter que fazer salada com alface.

Então, veio aquele estalo: jambu é uma folha verde-escura.

Jambu. O querido dos nortistas, a estrela do tacacá, o anestésico de línguas. Será que dava certo?

Compramos um maço, aferventei rapidamente e coloquei no meio do meu suflê-de-sempre (a massa é a mesma, e as vezes boto frango desfiado, às vezes champignon, às vezes espinafre, o que tiver na feira da semana).

Aqui vai uma foto do durante:

Sufle de jambu

Sufle de Jambu

como não sou blogueira de culinária, a foto ficou estranha, esqueci de bater foto do “depois do forno”, enfim, cozinhar é mais importante que fotografar etc etc.

Massa básica do suflê:

3 ovos

3 colheres(sopa) requeijão (como eu vivo de dieta, usei light)

3 colheres(sopa) de farelo de aveia (única coisa que eu aprendi com o Dukan)

Creme de leite (eu usei meia caixa)

Queijo branco (eu usei cinco colheres de sopa)

Fermento em pó (2 colherinhas de café)

Meia xícara de leite (eu usei desnatado)

Bater tudo no liquidifcador, despejar metade da massa num refratário, colocar o recheio (neste caso, um maço de folhas de jambu aferventadas durante cinco minutos) e despejar o restante da massa. Forno por 35 minutos e aí começar a verificar se já ficou firme.

Recomendo muito!

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